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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Bolinho confeitado da Giovanna Ofner, 5 anos

"Certa vez, perguntaram por que ele gostava tanto de balões? É onde guardo os meus sonhos"




(Do conto "Balão guardador de sonhos" )

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Menino verde

Brócoli.Espinafre.Jiló.Couve.Tudo verde. Prato preferido do menino Matheus, orgulho da mamãe e o sonho de outras. De vez em quando até rola um chocolate, pirulito e batata frita, mas só depois de comer sua porção verde. A mãe não sabe de onde vem esse apetite por verduras, mas lembra que quando pequeno só tomava seu leite, na mamadeira verde. “Mãe, tem brócolis?” E a mãe traz um prato dele picado, como quem traz a pipoca para acompanhar o desenho. “Terminei, e espinafre tem?” “Acabou, filho”. “Então vai buscar na casa do Popeye”. Casa do Popeye era o ‘hortifruti’ do bairro, que não vencia de estocar verduras e legumes para o menino. O jeito foi plantar uma horta no jardim de casa. Matheus plantava e regava suas verduras todos os dias, e colhia seu próprio jiló, como quem apanha maçãs para o lanche da escola. Vou levar dois na lancheira, assim posso dividir com meus amiguinhos. E então, chegava a hora do recreio. Lancheiras abertas e um festival de salgadinhos e bolachinhas. “Quer um pedaço do meu jiló?” E um eco invade a sala: “Ecaaaaa”. “Tudo bem, eu trouxe também brócolis picadinho”. E todos caíram na risada. A professora tentou explicar para os colegas que verduras e legumes são muito importantes para o crescimento e que Matheus é um exemplo para a turma. “Um exemplo verde”. Alguém gritou do fundo da sala. “De tanto comer verdura, vai ficar verde. E das suas orelhas vai sair um pé de brócolis”. Resultado, advertência na agenda do amigo e Matheus, chateado com um jiló inacabado nas mãos. Gostava de verdura sim, mais até do que de chocolate, mas não queria ficar verde e muito menos ser um pé de brócolis andando por aí. Contou para o pai, que deu risada e disse que forte ele já era, e que se ficasse verde, então viraria o 'Incrível Hulk', seu herói preferido. Matheus deu pulos de alegria. “Mãããeee, manda uma rodada de brócolis pra comemorar e guarda bastante para o lanche de amanhã”. No dia seguinte, na escola: “Oi, Matheus”. “Matheus não, Hulk por favor”. Ninguém entendeu. “Se vou ficar verde, e sou forte, então eu sou um super-herói”. Gabou-se, batendo no peito, enquanto abocanhava um suculento jiló. “Ahhhhhhh”, derreteram-se as garotas, enquanto uma fila de meninos se formava diante da sua lancheira. “Matheus, tem um pedaço para mim?”

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Bolinho confeitado do Renatinho

Renatinho tem 1 ano e 8 meses e junto com sua mamãe confeitou esse lindo bolinho. Agora me fala, "quem é que não fica feliz em dia de Sol?"


O relógio desperta. Mais um dia vai começar. É hora de trocar de turno com a amiga Lua. “ Bom descanso, Lua”. “Bom trabalho, Sol”. De trás da montanha, dou uma espiada. É muito cedo ainda, e a maioria das pessoas ainda dorme. Antes de raiar, dou uma espreguiçada. Estico e alongo meus raios. O turno é puxado e vai demorar algumas horas até a Lua voltar. Pelo jeito hoje nem uma soneca eu vou tirar. As nuvens não vieram trabalhar. Você guarda um segredo do Sol? Não conta pra ninguém, mas quando as nuvens me escondem, eu tiro um cochilo!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Bolota de sabão


Nasceram de um sopro. Eram muitas, milhares. De diversos tamanhos, pequena, média, grande, minúscula, gigante. Seu tamanho dependia da força que vinha daquele sopro. Algumas flutuavam por muito tempo, quando alcançavam uma boa altura. Outras se espatifavam em segundos – ploft – quando tocadas. Era uma delícia vê-las flutuar, estourar, e a água espirrar.  Aline soprava sem parar, e do seu fôlego fazia surgir bolinhas de sabão que tomavam conta do quintal onde brincava. Muitas ultrapassavam os limites do muro, e flutuavam para algum lugar que Aline não podia alcançar. Imaginou como seria se pudesse voar assim, como aquelas bolhas de água e ar. Como seria ver o mundo de dentro de uma bolinha de sabão?  Desejou viajar dentro de uma delas, assim como se viaja de balão. Mas para isso precisava fabricar a maior bolinha que já tinha feito até então. Uma super bola de sabão. Juntou todo o ar que pôde no pulmão, e bem devagar começou a soprar a vareta. A bolinha começou a surgir, e a cada sopro ela crescia. Logo, lá estava ela. Uma bolota de sabão do seu tamanho!  Pronto, estava feito, mas como Aline entraria na bolota, sem que ela estourasse? Se com um simples toque conseguimos estourar a bolinha, como ela conseguiria transpor todo o seu corpo para dentro da bolota e mantê-la intacta? E depois que ela estivesse dentro, conseguiria ela flutuar com todo o seu peso?  Só testando para saber. Com um dedo Aline cutucou a bolota, e percebeu que aquela era diferente. Ela não era frágil e não estourava facilmente. Sua casca era como uma gelatina. Cutucou uma, duas, e na terceira vez conseguiu colocar toda a mão dentro dela. E a bolota permanecia firme. Depois da mão, foi o braço, depois a outra mão, o outro braço, uma perna, a outra perna e então só faltava a cabeça para ela estar com o corpo todo dentro da bolota. Respirou fundo, fechou os olhos e já! Não podia acreditar. Estava lá dentro e pronta para levantar vôo. Mas como conseguiria colocar a bolota no ar? Deu uma olhada ao redor do quintal em busca de uma idéia e o que encontrou foi uma pá esquecida no chão. Sim era isso! De dentro da bolota deu cambalhotas até que chegou na base da pá. E então chamou Bill, seu cachorro que veio cheirar a bolota e acabou pisando no cabo fazendo com que a bolota fosse arremessada para o alto. Como Bill era um cachorro muito grande, a bolota voou para muito longe do quintal. A decolagem foi um sucesso e Aline estava flutuando! De lá de cima, viu Bill bem pequeno. Sua casa também foi ficando bem pequenininha. E as pessoas na rua pareciam formiguinhas pra lá e pra cá. Como era gostosa aquela sensação. “Todo mundo deveria um dia passear em uma bolinha de sabão”, pensou. De repente, escutou um barulho. “Piu”! E era tudo o que Aline não queria ouvir. Um passarinho pousou na bolota e tentava bicá-la, e de “Piu!” pra “Ploft!” era questão de tempo. Com os braços tentou assustá-lo, mas quanto mais Aline balançava os braços, mais ele bicava. E não teve jeito, PLOFT, a bolota estourou. Aline fechou bem forte os olhos. Ela queria flutuar e não voar. Abriu um olho, depois o outro, e estava agarrada à sua boneca, deitada na sua cama. Despertou de uma soneca gostosa, e era hora de brincar. Do seu baú de brinquedos tirou uma boneca que fazia bolinhas de sabão. E bolas, bolinhas e bolotas preencheram o seu quarto cor-de-rosa.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Bolinho confeitado do Matheus

Dona Centopéia foi a personagem do bolinho "Joaninha sem Bolinha" que o Matheus Guedes Buratti, de 3 aninhos, escolheu e confeitou, com a juda da sua mamãe, para a nossa Casinha. Olha que charme!


"Chegou o grande dia. O dia do baile da Joaninha. Foram meses de preparação para aquela que era prometida ser a festa do ano do Reino Insetário. Todos os insetos haviam sido convidados, das saltitantes pulgas, que pularam metros quando receberam o aviso, às lesmas lerdas, que receberam o convite três semanas antes para conseguirem chegar a tempo. Não se falava em outra coisa nos quatro cantos da cidade. Baratinhas, borboletas, grilos, centopéias pra lá e pra cá no shopping à procura da roupa ideal. Dona Baratinha vai de casaca marrom. Sr. Grilo se comprou um terno verde. A perua Borboleta de vestido estampado. E os sapatos? Bom, os sapatos estão em falta - a Sra. Centopéia comprou todos."

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Balão guardador de sonhos

Ele adorava um aniversário. Não recusava nenhum. E não era porque gostava de bolo, do brigadeiro ou dos pirulitos. Ele gostava é das bexigas. Não entendia porque elas ficavam sempre no alto, presas à parede e ali permaneciam até o final da festa. Qual era a lógica? Seja qual for, por causa dela, passava a maior parte da festa imóvel, olhando para cima, indiferente às crianças que brincavam a sua volta, escolhendo a dedo o balão que levaria para casa. Não precisava ser o mais colorido, o mais bonito, mas tinha que ser o maior. Certa vez, perguntaram por que ele gostava tanto de balões.“É onde guardo os meus sonhos”; ”Ei, dá para adiantar o parabéns?” Perceba que é sempre depois de cortado o bolo, que algum adulto tem a brilhante idéia de cortar o barbante das bexigas. Para ele, mais do que apagar a velinha, é quando as bexigas despencam lentamente, o melhor momento da festa. Amarela ou azul. Verde ou rosa. Meninos e meninas disputam a cor da sua preferência. A dele já estava escolhida, desde o momento que chegou e colocou seus olhos sob ela. “Vem para o papai, Bexigão”. De posse dela, o pai amarra um barbante e ele passa o restante da festa exibindo o seu prêmio, andando para lá e para cá com seu balão flutuador. No carro todo o cuidado para não estourar. Em seu quarto, amarra o barbante no pé da sua cama, e lá ele fica guardando seus sonhos noite após noite. E de tanto guardar sonhos, ou ele estoura, ou ele cansa. Perde força, e murcha. E era uma vez um balão guardador de sonhos. O balão tem fim, mas os sonhos permanecem à espera de um próximo para guardá-los. Mamãe já ensinou que nada é para sempre, mas para sempre é possível sonhar. Veja só, chegou um convite para uma nova festa.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Mais um bolinho confeitado

E a confeiteira é a Palloma Barros, de 7 anos, de Planaltina de Goiás. Ela escolheu o bolinho "Chuva de Alegria". 

"Nuvens até parecem algodão doce. Terá gosto a nuvem? Se tiver, qual será o sabor? Coloca um punhado de nuvem nas mãos e faz um bolinho. Está servido de um bolinho de nuvem? É como o bolinho de chuva. Vai, experimenta! Nham! Tem gosto de alegria."


Choveu alegria na nossa Casinha. Obrigada, Palloma!