Calça remendada. Dente pintado. Chapéu de palha. Pronto para o arraiá, a grande festa do Tio João, ou será São João? Não sou o noivo, mas tô bunito, sô. Com muita sorte, beijo a noiva. Tenho um plano para roubá-la do paçoca. Vai ser fácil pra canjica! E vai ser na quadrilha! Damas de um lado, cavalheiros do outro. Cumprimenta e forma o par. Um atrás do outro e faz o trem andar. Piuíí! “A ponte quebrou, já consertou”, mas o noivo caiu. “Olha a cobra, já foi embora”, mas tem uma noiva no meu colo. Noiva linda de bochechas rosadas, cabelo de trancinha, sorriso de janela. Não sou pamonha e tasco um beijo nela. “Olha o pai da moça, é mentira”, mas na dúvida, prefiro dar no pé. Pé de moleque corre rápido, feito busca-pé. Pula a fogueira, procura São João. "Está na barraca de pinhão". "Aqui ele não está. São João foi pescar, pipoca até lá". Santo que é, só ele pode me salvar. Não sou um batata, mas estou milho verde. Quem não tem medo de pai de noiva? Depois de um quentão, um caipira dá uma sugestão. "Foge no balão". Ei, balão não pode não! Alguém viu São João? "O que se fala é que pescou um peixão, embrulhou na bandeirinha e foi-se embora". Ele vai me achar, e agora? São João, São João, a culpa é toda sua. Acende a fogueira do meu coração e some como fogos de artifício. A cobra sumiu, São João fugiu, o pai da noiva viu. Me resta a maçã do amor. Duas, por favor. Uma para mim, caipira amedrontado; outra para o sogro, caipira empolgado. Empolgado? Pois é, ele me achou. E então, quando penso que vou virar batata roxa cai uma chuva de arroz doce. “Filha, dê um beijo no seu noivo. Não encontrei São João, mas trouxe Santo Antônio”.
Bem-vindo
Qual o sabor do conto que você gostaria de ler?
quinta-feira, 16 de junho de 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Bolinho confeitado
Esse é o bolinho confeitado da Bruninha Patti, de 8 anos. Ela escolheu o continho “O Presente da Mamãe”. Mas quem recebeu o presente fomos nós. Obrigada, Bruna pelo lindo bolinho (ops, desenho) !
"Olho para as vitrines, e o que vejo é o reflexo de um filho, cansado de caminhar pelos corredores de lojas e desiludido por não encontrar o melhor presente para a melhor mãe do mundo. Poderia não me preocupar. Se eu chegar em casa de mãos vazias, o discurso sincero será - que o maior presente da vida dela sou eu. Acredito nisso, mas não vou me enrolar em um laço de presente. Volto pra casa, na esperança de uma idéia que cruze meu caminho. Mas o que cruzou foi uma flor. Grande e de um vermelho tão intenso, quanto um coração. Eram centenas delas. Centenas de corações. Dá pra embrulhar? Não, não dá. Chego em casa e ela me espera. Abre os braços e me aperta. Certamente está agradecendo o presente sem laço de fita, eu. Mas eu tenho um presente. Pego sua mão, proponho um passeio e te entrego um jardim” (Do conto O Presente da Mamãe).
terça-feira, 14 de junho de 2011
Brincadeira dos Bolinhos Confeitados
E quem confeita os bolinhos é você.
Escolha um bolinho (ops, continho)!
Pegue uma folha em branco e lápis de cor e faça um desenho do bolinho.
Envie o bolinho confeitado (ops, desenhado) para casinhadoscontos@gmail.com
Todos os desenhos serão postados no blog e a Casinha oferece um brinde para quem participar.
Não esqueça de colocar nome da criança, idade e endereço (para envio do brinde).
Papais e mamães também podem participar!
O pequeno Fabrizio e a Fabiana, mamãe da Bruna já enviaram seus bolinhos.
Esperamos o seu!
Beijinhos e Bolinhos!
Bolinhos confeitados
A boleira prepara o bolo, e as mamães e filhotes confeitam com desenhos.
O conto “Joaninha sem Bolinha” foi confeitado pela mamãe da Bruninha Patti.
Olha que fofo! Joaninha sem bolinha, e de pretinho básico!
A Casinha adorou esse bolinho (ops, desenho) !
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Em que mundo está João?
Andava quieto e suspirando pelos cantos. Nem com seus brinquedos, ele havia brincado nos últimos dias. Chegava da escola e se trancava no quarto. Mamãe falava, e ele não ouvia. Em que mundo está João, que não fala e só suspira? “Esse menino anda estranho”, comentou a mãe com o pai. “Vai ver tirou nota baixa e não quer nos contar”, comentou o pai com a mãe. “Filho, está tudo bem?” E a resposta, seguida de suspiro: “Está”. “Filho, vem brincar!” E um suspiro, seguido de resposta: “Já sou grande!” E assim suspirando pelos cantos (mais pelos cantos do quarto, de onde ele não mais saía), passaram-se dias. Os pais, preocupados, não sabiam mais o que fazer para agradar: vídeo-game liberado, guloseimas no jantar. Mas nada animava João, que continuava a suspirar no mesmo compasso da respiração. Em que mundo está João, que não come, não brinca, e só suspira? Os pais marcaram uma consulta. “João tem tosse, febre ou dor de barriga?” “João tem suspiros alternados com taquicardia”. “Dói o pé? Dói a cabeça? Dói o dedão?” João, em suspiros, responde que não. “O que dói então, João?” Leva o dedo ao coração. Está explicado, João em suspiros está apaixonado. Na receita do médico, nem injeção e nem remédio. O xarope para a dor, é levar para a donzela uma flor. Flor não tem em farmácia, pega uma rosa no jardim da praça. Suspira e entrega para ela, e um beijo ele ganha da donzela. Em que mundo, está João, que saiu flutuando? João está curado. João está amando.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Menina de lápis de cor
Folha branca, baú de cores infinitas.
Ela enxágua o papel com um oceano que sai do lápis azul.
Um sol nasce da ponta amarela daquele lápis.
Para um arco-íris, uma caixa de cor.
Ela puxa o verde, e planta uma árvore.
Rega com o lápis branco, que se faz água.
Brota uma flor de tinta rosa.
E voam pinceladas de borboletas.
Ela mistura e faz desabrochar um jardim.
Onde mora uma menina de traço preto.
Olhos vivos de cores mil e mãos de todas as cores.
Do seu coração pulsa um lápis vermelho.
Nasce uma artista dentro de um desenho.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
O presente da Casinha
Esta história fala da amizade entre uma boleira e um garotinho de 4 anos, o Fafá. Fafá ainda não sabe ler, mas gosta de comer bolinhos. É um devorador deles. Ele é capaz de sentir o cheiro do bolinho assando a quilômetros de distância e desde que a Casinha abriu suas portas, Fafá já experimentou todos os continhos. Todo dia de bolinho, a campainha da Casinha toca. “Oi Dona Boleira, o cheirinho hoje está maravilhoso. É conto do quê? " “É bolo de Joaninha”. E depois de ganhar o seu pedaço , Fafá vai embora feliz e lambendo os dedos de chocolate. "Até amanhã, Dona Boleira". Din don. “Já é amanhã, hoje tem bolo do quê?”. “Hoje o conto é de lágrima”. “Humm. Adoro bolinho salgado”. E se despede com seu pedaço de conto nas mãos. Em um outro dia, depois de amanhã: Toc, toc, toc. “Chegou cedo, Fafá. O bolinho ainda está no forno e vai demorar até assar”. “Hoje eu não vim comer conto, Dona Boleira. Eu trouxe um presente para a Casinha”. Fala com sorriso maroto e as mãos para trás como quem esconde algo. E então, estica os braços e entrega um bolo confeitado. “Em gratidão a todos os bolinhos que eu já devorei". Este é o presente do Fafá para a boleira, que agradece emocionada: "Obrigada Fabrizio, você é que é o nosso maior presente e a nossa inspiração para fazer cada vez mais bolinhos deliciosos”. Din don. "O Fabrizio está ? Vim buscar meu bolo em formato de abraço".
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